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SALA CARLOS COUTO ABRE PROGRAMAÇÃO 2012 COM EXPOSIÇÃO EM HOMENAGEM A NOEL PDF Imprimir E-mail
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Uma exposição de caricaturas de Noel Rosa abre a programação 2012 da SALA CARLOS COUTO, no dia 06 de março (terça-feira) de 2012, às 19 horas. Comemorando o centenário do compositor, 40 caricaturas de autores diversos podem ser vistas pelo público em uma seleção feito por jurados como os cartunistas Baptistão, Cássio Loredano e Ulisses. A mostra traz, também, algumas caricaturas feitas por Nássara, amigo e parceiro musical do “poeta da vila”. Noel É 100 tem patrocínio do Governo do estado do Rio de Janeiro e Secretaria do estado da Casa Civil, Lei de Incentivo a Cultura e Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro.

 

Resultado de um concurso nacional promovido em 2010 pelo Instituto Memória Musical Brasileira, com mais de 300 desenhos inscritos, as caricaturas expostas ajudam a criar um retrato da década de 30 e reforçam a efervescência cultural de uma época. Dez artistas convidados fazem parte da mostra: Eduardo Baptistão (Baptistão), Fabrício Rodrigues Garcia (Monohead), Ildo de Oliveira Nascimento (Ildo), José Roberto Graúna Lopes (Zé Graúna), Loredano Cássio Silva Filho (Cássio Loredano), Luiz Fernando Palomanes Martinho (Lula), Ulisses José de Araújo (Ulisses) e Nássara.

 

Caricaturistas Premiados Da Mostra

 

- José Raimundo Costa Do Nascimento (Nome Artistico: Ray)

 - Raimundo Rucke Santos Souza (Rucke)

 - Dalcio Machado (Dalcio)

- Hugo Enio Braz (Hugo)

- Adail José De Paula (Adail)

- Adam Rabello Dias (Adam)

- Alan Souto Maior Alves (Souto Maior)

- Alvaro Luiz Vitorio Machado (Alvaro Victorio)

- Américo Gomes De Almeida Filho (Américo Gomes)

- Ana Paula Dominoni (Anita Dominoni)

- Carlos Augusto R. Nascimento (Casso)

- Claudio Antônio Gomes (Cau Gomez)

- Diogo D Auriol Almeida (Diogo D Auriol)

- Edivaldo Serralheiro (Serralheiro)

- Edmo Ferreira Junior (Edmo Jr.)

- Emerson Carvalho De Souza (Camaleão)

- Érico San Juan

- Fernando Murilo De Oliveira (Mosca)

- Flavio Mota De Lacerda Pessoa (Flavio Pessoa)

- Francisco Carlos Campos Costa (Carlus)

- Glen Barbosa De Carvalho Batoca (Glen)

- Hemeterio Rufino (Hemeterio)

- Carlos Jorge Guidacci Da Silveira (Guidacci)

- João Alberto Gentil De Moraes Bandeira (Gentil)

- João Bosco Jaco De Azevedo (J. Bosco)

- Junior Lopes

- Lucas Leibholz (Leibholz)

- Luciano Irrthum

- Luiz Eugênio Quintão Guerra (Genin)

- Luiz Gustavo Paffaro (Paffaro)

- Marco Aurelio De Souza (Souza)

- Mônico José Maritns Dos Reis (Mônico Reis)

- Omar Alberto Figueroa Turcios (Turcios)

- Renan Cristian Monteiro De Souza (Renan Cristian)

- Ricardo Cesar De Araujo (Rice)

- Romero Angelo Cavalcanti De Almeida (Romero     Cavalcanti)

- Rubens Lima (Rubens)

- Ubiratan Nazareno Borges Porto (Biratan)

- Walmir Americo Orlandeli (Orlandeli)

- Walter Lopes Teixeira Neto (Walter)

 

Artistas convidados

 

Eduardo Baptistão (Baptistão)

Fabrício Rodrigues Garcia (Monohead)

Iido De Oliveira Nascimento (Iido)

José Roberto Graúna Lopes (Zé Graúna)

Loredano Cássio Silva Filho (Cássio Loredano)

Luiz Fernando Palomanes Martinho (Lula)

Ulisses José De Araujo (Ulisses)

Nássara

 

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Noel rosa, a história

Noel de Medeiros Rosa (Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 1910), Rio de Janeiro, 4 de maio de 1937) foi um sambista, cantor, compositor, bandolinista, violonista brasileiro e um dos maiores e mais importantes artistas da música no Brasil. Teve contribuição fundamental na legitimação do samba de morro e no "asfalto", ou seja, entre a classe média e o rádio, principal meio de comunicação em sua época - fato de grande importância, não só o samba, mas a história da música popular brasileira .

 

O compositor nasceu de um parto muito difícil, que incluiu o uso de fórceps pelo médico obstetra, como medida para salvar as vidas da mãe e bebê. Além disso, nasceu com hipoplasia(desenvolvimento limitado) da mandíbula (provável Sindrome de Pierre-Robin) o que lhe marcou as feições por toda a vida e destacou sua fisionomia bastante particular.

 

Criado no bairro carioca de Vila Isabel, primeiro filho do comerciante Manuel Garcia de Medeiros Rosa e da professora Martha de Medeiros Rosa, Noel era de família de classe média, tendo estudado no tradicional Colégio São Bento.

 

Adolescente, aprendeu a tocar bandolim de ouvido e tomou gosto pela música  e pela atenção que ela lhe proporcionava. Logo, passou ao violão e cedo tornou-se figura conhecida da boemia carioca. Entrou para a Faculdade de Medicina, mas logo o projeto de estudar mostrou-se pouco atraente diante da vida de artista, em meio ao samba e noitadas regadas à cerveja. Noel foi integrante de vários grupos musicais, entre eles o Bando de Tangarás, ao lado de João de Barro (o Braguinha), Almirante, Alvinho e Henrique Brito

 

Em 1929, Noel arriscou as suas primeiras composições, Minha Viola e Festa no Céu, ambas gravadas por ele mesmo. Mas foi em 1930 que o sucesso chegou, com o lançamento de Com que roupa?, um samba bem-humorado que sobreviveu décadas e hoje é um clássico do cancioneiro brasileiro. Essa música ele se inspirou quando ia sair com os amigos, a mãe não deixou e escondeu suas roupas, ele, com pressa perguntou: "Com que roupa eu vou?" Noel revelou-se um talentoso cronista do cotidiano, com uma sequência de canções que primam pelo humor e pela veia crítica. Orestes Barbosa, exímio poeta da canção, seu parceiro em Positivismo, o considerava o "rei das letras". Noel também foi protagonista de uma curiosa polêmica (Noel Rosa X Wilson Batista) travada através de canções com seu rival Wilson Batista. Os dois compositores atacaram-se mutuamente em sambas agressivos e bem-humorados, que renderam bons frutos para a música brasileira, incluindo clássicos de Noel como Feitiço da Vila e Palpite Infeliz. Entre os intérpretes que passaram a cantar seus sambas, destacam-se Mário Reis, Francisco Alves e Aracy de Almeida .

 

Noel teve ao mesmo tempo várias namoradas e foi amante de muitas mulheres casadas. Casou-se em 1934 com uma moça da alta sociedade, Lindaura, mas era apaixonado mesmo por Ceci(Juraci Correia de Araújo), a prostituta do cabaré, sua amante de longa data. Era tão apaixonado por ela, que ele escreveu e fez sucesso com a música "Dama do Cabaré", inspirada em Ceci, que mesmo na vida fácil, era uma dama ao se vestir e ao se comportar com os homens, e o deixou totalmente enlouquecido pela sua beleza. Foram anos de caso com ela, eles se encontravam no cabaré a noite e passeavam juntos, bebiam, fumavam, andavam principalmente pelo bairro carioca da Lapa, onde se localizava o cabaré. Ele dava-lhe presentes, joias, perfumes e ela o compensava com noites inesquecíveis de amor.

 

O sambista passou os anos seguintes travando uma batalha contra a tuberculose. A vida boêmia, porém, nunca deixou de ser um atrativo irresistível para o artista, que entre viagens para cidades mais altas em função do clima mais puro, sempre voltava para o samba, à bebida e o cigarro, nas noites cariocas, cercado de muitas mulheres, a maioria, suas amantes. Mudou-se com a esposa para Belo Horizonte, lá, Lindaura engravidou, mas sofreu um aborto, e não pôde mais ter filhos, por isso Noel não foi pai. Da capital mineira, escreveu ao seu médico, Dr. Graça Melo: “Já apresento melhoras/Pois levanto muito cedo/E deitar às nove horas/Para mim é um brinquedo/A injeção me tortura/E muito medo me mete/Mas minha temperatura/Não passa de trinta e sete/Creio que fiz muito mal/Em desprezar o cigarro/Pois não há material/Para o exame de escarro". Trabalhou na Rádio Mineira e entrou em contato com compositores amigos da noite, como Rômulo Pais, recaindo sempre na boêmia. De volta ao Rio, jurou estar curado, mas faleceu em sua casa no bairro de Vila Isabel no ano de 1937, aos 26 anos, em consequência da doença que o perseguia desde sempre. Deixou sua esposa viúva e desesperada. Lindaura, sua mulher, e Dona Martha, sua mãe, cuidaram de Noel até o fim.

 

Outras informações: Teca Nicolau (9703- 2934 / 2620-1624)

SERVIÇO: 

EXPOSIÇÃO: NOEL É 100 - SALA CARLOS COUTO 

Abertura: 06 de março, às 19 horas

Data: 07 de março a 30 de abril de 2012

Visitação: Terça a sexta-feira, das 10 às 18h; sábados e domingos, das 10 às 18 horas

Local: Sala Carlos Couto (Rua XV de Novembro, 35, 2620-1624, Centro de Niterói - anexo ao Teatro Municipal de Niterói)

Entrada Franca 

 

Prefeitura Municipal de Niterói
Rua Visconde de Sepetiba, 987 - Centro - Niterói - RJ