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Prefeitos do Leste Fluminense pedem retomada de investimentos ao presidente da Petrobras PDF Imprimir E-mail

Grupo encaminhou a Pedro Parente reivindicações sobre Comperj, indústria naval e pagamento de royalties
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17/02/2017 - Um grupo formado por prefeitos do Leste Fluminense se reuniu na tarde desta quinta-feira (16.2) com o presidente da Petrobras, Pedro Parente, no Centro do Rio, em busca de soluções para a crise que afetou suas cidades desde a suspensão das atividades do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Agendado pelo prefeito de Niterói, o encontro reuniu, além dele próprio, chefes do Executivo de cidades como Itaboraí, Sadinoel Souza, São Gonçalo, José Luiz Nanci, Cachoeiras de Macacu, Mauro Soares, entre outros.



De acordo com o chefe do Executivo niteroiense, o resultado da reunião, a primeira a ser realizada nos últimos dois anos, mostrou que a união entre os municípios e o diálogo constante com a estatal são duas das principais formas de superar o quadro atual.

“Os prefeitos apresentaram uma pauta com três pontos relacionados à retomada dos investimentos do Comperj, da indústria naval do Rio de Janeiro e ao pagamento de royalties.”, revelou o prefeito de Niterói.

Sobre o Comperj, prefeito de Niterói disse que Parente explicou a necessidade de a unidade de processamento de gás do complexo precisar entrar em operação em 2020 e que há, no momento, 23 licitações em curso para essa finalidade.

Aos prefeitos, Parente informou que o investimento será da ordem de 2 bilhões de dólares (cerca de R$ 6 bilhões), com estimativa de geração de 5 mil empregos ao longo de três anos. Ele adiantou ainda que o início dos trabalhos se dará já no segundo semestre deste ano.

Outro ponto abordado foi sobre a cobrança, por parte da Petrobras, de investimentos não previstos pela empresa e que são descontados no repasse de royalties aos municípios. Parente garantiu no encontro que esses descontos não serão feitos sem um prévio comunicado aos municípios. O presidente da estatal também anunciou o crescimento da produção da Petrobras.

Ao término do encontro, o prefeito de Niterói falou sobre o reinício das negociações:

“Há quase dois anos não havia qualquer mesa de diálogo dos municípios da Região Leste com a Petrobras. Esperamos que esses investimentos realmente possam ocorrer para a retomada do desenvolvimento e geração de emprego e renda na nossa região. Por outro lado, asseguramos junto ao presidente Pedro Parente que esse diálogo, retomado no encontro de hoje, será, daqui para frente, constante.”

O prefeito de São Gonçalo, José Luiz Nanci espera que não só os investimentos sejam reiniciados como a própria Petrobras auxilie os municípios em relação à criação de pequenas favelas em áreas ocupadas por trabalhadores do Complexo e que, agora, estão desempregados:

“Além da questão econômica, estamos sofrendo com um problema social. Construíram uma estrada de dez quilômetros cortando o município e que foi abandonada. Com isso, começaram a surgir moradias em suas margens. Isso está se tornando um grave problema social e precisamos que a empresa ajude a solucionar essa questão. Nosso município foi bastante prejudicado pela paralisação dessa obra”.

Sadinoel Souza, de Itaboraí, avalia que a retomada dos trabalhos no complexo é importante, porém, ressalta que apenas a planta de gás que foi anunciada, é insuficiente para resolver os problemas gerados pela suspensão das atividades do complexo.

“O encontro foi importante e o presidente da Petrobras foi realista sobre a situação. Estamos felizes com o anúncio da planta de gás e do aumento da produtividade. Mas essa planta apenas é muito pouco para resolver os problemas que temos hoje. Pode parecer muito um investimento de R$ 6 bilhões, mas não é suficiente. Esse investimento vai ser mais sentido somente em Itaboraí, mas terá pequeno impacto nos demais municípios. E nós queremos que todos sejam beneficiados. Inclusive com utilização de mão de obra de nossas cidades.”, analisou Sadinoel.

Mauro Soares, de Cachoeiras de Macacu, elogiou a reabertura dos diálogos com a Petrobras e explicou que a crise atingiu de forma mais aguda os pequenos municípios, com populações entre 50 mil e 60 mil habitantes: “Estamos contentes com essa notícia da retomada dos investimentos e também com a reabertura dos canais de diálogo. Mas esperamos que tudo isso seja apenas o início de uma nova fase para todos nós”.

 

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