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Mais um trecho da TransOceânica será entregue na sexta-feira PDF Imprimir E-mail
Trabalhos em Charitas estão na reta final. Avenida Rui Barbosa, em São Francisco, passará por intervenção para melhorar fluidez no trânsito

 

20/02/2017 - Faltando algumas semanas para a inauguração do túnel Charitas-Cafubá e sua abertura ao tráfego, as obras da TransOceânica entram em uma nova fase. O trecho 1, que vai da Maternidade Municipal Alzira Reis, em Charitas, até a entrada do túnel será concluída nesta sexta-feira (24). Segundo a Prefeitura de Niterói, 83% da obra do corredor viário está concluída. A previsão é de que o corredor de transporte, o sistema de ciclovias e a pista exclusiva do BHS (Bus of High Level of Service / Ônibus de Serviço de Alto Nível) sejam entregues no segundo semestre deste ano.

 

Os trabalhos estão bem adiantados na parte inicial da TransOceânica, em Charitas, na Zona Sul da cidade, e têm previsão de serem concluídos nesta sexta-feira (24). Ainda precisa ser finalizada a rótula de Charitas – que já está aberta em parte para os veículos – e os acessos ao túnel. O segmento em frente à Estação de Barcas de Charitas e a Estação da TransOceânica estão concluídos.

 

Nesta segunda-feira (20), começam pequenas intervenções em São Francisco, com o objetivo de aumentar a fluidez do trânsito em direção a Icaraí. Será retirada a parte final do canteiro que divide as pistas da Avenida Rui Barbosa, que impede que dois carros saiam da rótula da Avenida Quintino Bocaiúva e entrem ao mesmo tempo na continuação da via, sentido Icaraí. Com isso, será possível a passagem de dois carros em direção ao túnel que liga São Francisco à Icaraí e de um veículo para a Rui Barbosa, que ganhará um sinal de trânsito próximo ao cruzamento. As obras têm previsão de conclusão em uma semana.

 

Em Itaipu, o trecho 6, que vai do shopping Itaipu Multicenter até o mercado Diamante, na Estrada Francisco da Cruz Nunes, entra em obras também nesta segunda, mudando o tráfego na região. A Avenida Rui Barbosa, em São Francisco, na Zona Sul da cidade, também passa por uma expansão na altura do Lido, já visando aumentar a fluidez do trânsito em direção ao Centro.

 

Parte do trecho 7, que vai do mercado Diamante na Estrada Francisco da Cruz Nunes até a rótula da Avenida Central Ewerton Xavier, teve suas obras concluídas na última semana, permitindo que os trabalhos avançassem para o trecho 6. Ali serão feitas obras de drenagem e pavimentação, com a criação de uma pista de concreto para o BHS, faixas para outros veículos, ciclovia e calçadas. Para realizar o trabalho, as duas pistas sentido Itaipu da Francisco da Cruz Nunes serão interditadas. Só serão permitidas a passagem de moradores locais em uma das faixas. Agentes da NitTrans estarão no local orientando motoristas e sinalizando os desvios. Uma faixa (pista principal) no sentido Largo da Batalha da via terá sua mão invertida para que os motoristas possam seguir para Itaipu. A pista auxiliar continuará no mesmo sentido.

 

“A inauguração do túnel, esperado há décadas, é uma conquista extraordinária para qualidade de vida de Niterói. Mas a TransOceânica é mais do que o túnel. Queremos uma cidade mais sustentável, com transporte público de maior qualidade, com ciclovias seguras, com calçadas amigáveis ao pedestre porque assim vamos emitir menos poluentes na atmosfera e vamos reduzir os engarrafamentos provocados pelo uso excessivo do transporte individual”, destaca o prefeito.

 

Atualmente estão sendo removidos e realocados mais de 300 postes de iluminação pública, com recursos da Prefeitura de Niterói. Também estão sendo realizadas 150 desapropriações. Segundo o secretário municipal de Obras e Infraestrutura, Vitor Junior, foram retiradas 520 mil toneladas de pedras dos túneis, já foram colocadas 52.888 toneladas de concreto e ainda faltam 36.060 toneladas.

 

“Estamos abrindo mais uma frente de obras na TransOceânica, que está evoluindo de maneira rápida e dentro do cronograma. Toda obra gera transtorno, por isso pedimos a compreensão da população. Estamos conduzindo os trabalhos de maneira a diminuir os inconvenientes para todos. Quem tiver dúvidas, reclamações ou sugestões sobre o projeto pode se dirigir aos postos de atendimento”, orienta o secretário.

 

O atendimento acontece na base de Informações de Obras na Estrada Francisco da Cruz Nunes, próximo à esquina com a rua Dr. Heitor Colett, das 9h às 18h; e na Administração Regional da Região Oceânica, no prédio do CISP, localizado na Estrada Francisco da Cruz Nunes, nº 6666, em Itaipu, das 9h às 17h. Mais informações pelo telefone 2609-6580 ou e-mail:  Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. .

 

Região Oceânica terá 78,6 quilômetros de ciclovias


A TransOceânica terá cerca de 18,6 quilômetros de ciclovia (9,3 quilômetros em cada lado), em alguns trechos ao longo do seu traçado e em outros em ruas secundárias. Esta faixa exclusiva será ligada ao Projeto Região Oceânica Sustentável (PRO Sustentável), que quer expandir ainda mais as vias para ciclistas, com mais 60 quilômetros de malha cicloviária integrando diversos bairros.

 

O secretário executivo Axel Grael explica que a implantação da uma malha cicloviária tem como objetivo estimular que as pessoas se desloquem em curtas distâncias, por exemplo, de suas casas para o comércio mais próximo. É um atrativo para que as pessoas saiam de seu bairro até os principais centros comerciais que já existem.

 

“Também queremos que a bicicleta esteja integrada ao sistema multimodal da região, para que você possa usá-la como um deslocamento até o local onde pegará um outro tipo de transporte, como ir até a estação da TransOceânica, por exemplo. Outro objetivo é o de deslocamento de média distância, que é você sair de São Francisco, por exemplo, e ir à praia na Região Oceânica de bicicleta. Com o túnel essa será uma possibilidade”, aponta Grael, lembrando que Niterói tem o índice de uso do transporte individual por automóvel mais alto da Região Metropolitana e um dos mais altos do país.

 

A Prefeitura também quer transformar a bicicleta numa opção para o turismo, através da Translagunar, onde ciclistas e pedestres terão acesso ao Parque Orla de Piratininga e a região brejosa da Lagoa de Itaipu.

 

Meio ambiente – O legado da TransOceânica também se estende ao meio ambiente. Serão plantados 50 mil metros quadrados de árvores em torno das lagoas de Itaipu e Piratininga e no Parque de Niterói (Parnit), em especial no Morro da Viração.

Já existem seis estações de medição da qualidade do ar e duas estações meteorológicas implantadas e em pleno funcionamento. Também estão sendo executados programas de educação ambiental, de arqueologia, de monitoramento das águas dos rios, de monitoramento de aves e da fauna, e de monitoramento de ruídos e vibrações.

 

A obra – Com 9,3 km de extensão, a TransOceânica é a maior obra viária da cidade desde a inauguração da ponte Rio-Niterói, em 1974. A via passa por 11 bairros e, quando concluída, vai beneficiar 80 mil pessoas por dia.

 

A obra terá um papel importante na mobilidade de Niterói: além do túnel Charitas-Cafubá, onde não haverá cobrança de pedágio, serão 13 estações de ônibus BHS e ciclovia.

No sistema BHS, os ônibus têm ar-condicionado, portas dos dois lados, circulam em faixas exclusivas e os passageiros pagam a passagem no terminal, antes de embarcar. A TransOceânica terá 13 estações para os usuários acessarem o sistema. As duas maiores, no início e fim da via, em Charitas e no Engenho do Mato, estão prontas. Outras 10 estações menores, localizadas ao longo do traçado, já estão com a infraestrutura, como encanamento, tubulação e concreto, prontas. Os trabalhos na estação do trecho 6, em Itaipu, serão iniciados juntamente com as obras no local. A Prefeitura de Niterói irá realizar uma licitação para a construção dos equipamentos.

 

O trajeto entre a Região Oceânica e a Zona Sul será reduzido a metade. Hoje, os 18 quilômetros que separam as duas regiões são percorridos em uma hora. A obra tem custo de R$ 310 milhões, financiados com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento, do Governo Federal (R$ 292 milhões); e da Prefeitura (R$ 18 milhões).

 

TransOceânica trecho a trecho

Trecho 1 – Da Maternidade Municipal Alzira Reis, em Charitas, até a entrada do túnel Charitas-Cafubá – 90% concluído

Andamento das obras: Segmento em frente à Estação de Charitas está concluído. A rótula de Charitas está passando por obras, mas metade já está aberta ao tráfego. Acesso ao túnel também passa por acabamento. A previsão de conclusão é 24 de fevereiro.

Trecho 2 – Túnel Charitas-Cafubá, formado pelas galerias Escritor Luís Antônio Pimentel (fluxo Charitas-Cafubá) e Prefeito João Sampaio (Cafubá-Charitas) – 100% concluído

Andamento das obras: Túnel concluído

Trecho 3 – Da saída do túnel na Região Oceânica até a rótula do Cafubá – 70% concluído

Andamento das obras: Saída do túnel e Centro de Controle Operacional (CCO) prontos. Na Avenida Raul de Oliveira Rodrigues (antiga Avenida 7) estão sendo realizadas algumas desapropriações. Estão sendo concluídas obras de drenagem, pista de concreto do BHS, parte de asfalto (na chegada à rótula do Cafubá), calçadas e ciclovias.

Trecho 4 – Da rótula do Cafubá até o DPO do Cafubá – 80% concluído

Andamento das obras: Rótula do Cafubá e Avenida Conselheiro Paulo Melo Kalle prontas. Projeto para alargar as calçadas, para aumentar a acessibilidade, em estudo.

Trecho 5 – Do DPO do Cafubá até o shopping Itaipu Multicenter – 80% concluído

Andamento das obras: Rótula do DPO do Cafubá está quase pronta, falta segmento que vai em direção à Pendotiba. Pavimentação em conclusão. Falta fazer passagem do Jacaré, em frente ao supermercado Real e a pista lateral do lado direito.

Trecho 6 – Do shopping Itaipu Multicenter até o mercado Diamante – 0% concluído

Andamento das obras: Trabalhos começam na segunda-feira. Desvios prontos e NitTrans faz sinalização.

Trecho 7 – Do mercado Diamante até a rótula da Avenida Central Ewerton Xavier – 50% concluído

Andamento das obras: Asfalto e pista de concreto do BHS prontos no sentido Itacoatiara. Obras serão iniciadas do outro lado. Precisam ser retirados postes e realizar a pavimentação de calçadas.

Trecho 8 – Da rótula da Avenida Central até o Corpo de Bombeiros – 90% concluído

Andamento das obras: Obras continuam na parte da Avenida Central até o Rio João Mendes. Ponte sobre o rio passa por obras de alargamento, com previsão de conclusão em abril.

 

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