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Niterói é o primeiro lugar em qualidade de vida para idosos no Estado PDF Imprimir E-mail


07/03/2017 - Niterói é a cidade do Estado do Rio de Janeiro com mais qualidade de vida para a população acima de 60 anos. A análise é do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon e da Fundação Getúlio Vargas, que fizeram um levantamento com 498 cidades brasileiras. No ranking nacional do Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade, Niterói aparece em quarto lugar entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, atrás de Santos (SP), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS) e na frente de São José do Rio Preto (SP), Ribeirão Preto (SP), Jundiaí (SP), Americana (SP), Vitória (ES) e Campinas (SP).

A cidade também ficou em sexto lugar no ranking nacional de qualidade de vida para pessoas acima de 75 anos. Santos (SP) liderou o ranking, seguida por Florianópolis (SC), São José do Rio Preto (SP), Jundiaí (SP), Americana (SP), Niterói, Porto Alegre (RS), Blumenau (SC), Vitória (ES) e Ribeirão Preto (SP).

Comparando com os municípios vizinhos, a boa colocação de Niterói se destaca ainda mais: considerando as pessoas entre 60 e 75 anos, a cidade ficou com nota 85.17, enquanto o Rio de Janeiro ficou 65.80 (24º lugar no ranking), São Gonçalo com 36.95 (103º lugar) e Itaboraí 25.39 (124º). Já para pessoas com mais de 75 anos, Niterói aparece com nota 81.55, Rio de Janeiro com 66.69 (29ª posição no ranking nacional), São Gonçalo com 28.72 (108ª posição) e Itaboraí com 20.45 (126ª). Os destaques do município, segundo o levantamento, é número de médicos por habitante – o maior entre as 150 maiores cidades do Brasil – além de ser o quarto em número de leitos. Outro destaque é o acesso à internet fixa, onde a cidade fica em 1º lugar.

“Oferecer melhor qualidade de vida a nossos idosos é uma prioridade para a gestão. As pessoas estão vivendo mais, e é preciso viver com qualidade daí a importância do poder público. A Prefeitura de Niterói tem vários projetos voltados para a terceira idade, como as atividades das policlínicas regionais, o projeto Gugu, o Praia Sem Barreiras. Já avançamos muito, mas ainda temos muito trabalho pela frente”, afirma o secretário municipal do Idoso, Andrigo de Carvalho.

Funcionando através de parcerias entre as secretarias do Idoso, Saúde, Assistência Social, Conservação e Serviços Públicos, Esporte e Cultura, existem vários projetos oferecendo atividades esportivas, recreativas, educativas, culturais e de assistência social para a população com mais de 60 anos. Um dos projetos é o Bem Vividos, nas policlínicas regionais do município, com atividades gratuitas voltadas para pessoas acima de 65 anos. Entre as atividades estão aulas de dança, de ginástica, oficina para melhorar a memória, grupo de convivência, onde os idosos conversam e trocam experiências, e visitas à museus e até cinema. Tudo é acompanhando por uma equipe de enfermeiros, assistentes sociais e professores de ginástica.

Ademir Cabral, de 71 anos, é aposentado do Estado e faz aulas de ginástica e zumba às terças e quintas e de memória às quartas na Policlínica Regional do Barreto. E conta entusiasmado. “Me sinto muito bem assistido com o grupo e as professoras que são maravilhosas e o projeto é pioneiro em Niterói. Nessa idade é muito importante o convívio para fortalecer e amparar os colegas. A aula de dança é sempre com muita alegria e a de memória é sempre finalizada com um dominó descontraído entre os homens", conta Seu Ademir.

Outro ponto de encontro para os mais velhos é o Telecentro Helena Tibau, em Santa Rosa, que oferece aulas de informática e 32 atividades, como a oficina da memória, ioga, dança de salão, samba no pé, dança cigana, ventre e zumba, reiki, aulas de idiomas (inglês e italiano)e arteterapia. Mais de 400 idosos frequentam o local.

“A inclusão do idoso em atividades é essencial para o seu convívio em família, para ser mais independente e para que vençam a depressão e a solidão, problemas que são os mais comus ente eles. O idoso precisa se sentir ativo e útil, para que se sintam aceitos na sociedade”, explica o coordenador do Centro, Jovani Nascimento.

Os telecentros também possuem cursos básicos gratuitos voltados para a terceira idade, em Informática Básica e Libre Office, duas vezes na semana com 1h30 de duração. O funcionamento é de segunda a sexta das 9h às 17h.  As aulas ocorrem duas vezes na semana. Os telecentros já formaram mais de 2 mil pessoas, sendo que 70% do público tem mais de 60 anos.

Outra ação importante são as academias da Terceira Idade em várias praças e parques da cidade. A iniciativa já chegou ao Horto, no Largo da Batalha, em Piratininga, na Alameda. Dependendo do local, pode ter até de 5 a 10 aparelhos direcionados especificamente para o idoso. Os equipamentos serão instalados com explicações sobre o seu uso correto e favorecem o condicionamento físico, fortalecendo a musculatura e articulações. Os exercícios podem ser feitos em sequências aleatórias, e cada frequentador da Academia estabelecerá o seu limite para a realização dos treinos. São simuladores de caminhada, simuladores de cavalgada, aparelhos para alongamento, barras paralelas, entre muitas outras opções.

O projeto Praia Sem Barreiras, que já funciona na Praia de Icaraí, nos finais de semana e nos feriados das 9h às 18h, também beneficia pessoas com deficiência, mas os idosos são os maiores usuários. Foram instaladas rampas fixas para promover o acesso do calçadão até a areia e, da areia até a água, são colocadas esteiras. Também são disponibilizadas duas Cadeiras Anfíbias que entram na água.

O Projeto Gugu realiza atividades estão aulas de ginástica, de dança de salão e coral para mais de 5 mil participantes cadastrados, em 40 núcleos no município. Os exercícios são apropriados para a terceira idade, e os professores já têm grande experiência em lidar com esse público, instruindo e acompanhando os participantes.

 

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