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Formatura de guardas municipais que participaram de projeto piloto para armamento da corporação é realizada na Cidade da Ordem Pública PDF Imprimir E-mail

guardas
11/07/2017 –
Trinta e um guardas municipais de Niterói, que participaram do projeto piloto para armamento da corporação, receberam, nesta terça-feira (11/07), na Cidade da Ordem Pública, o certificado de conclusão do primeiro curso de armamento e tiro da Guarda Civil Municipal de Niterói. Neste primeiro momento, estes profissionais atuarão em locais fechados de uso restrito às forças de segurança, como o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), a Cidade da Ordem Pública, no Barreto, e a delegacia da Polícia Federal, no Centro. Não haverá guardas armados em locais de acesso à população.

 

No segundo semestre será realizado um plebiscito para consultar a sociedade sobre o armamento da Guarda Municipal e a transformação em Polícia Comunitária. Caso aprovado o armamento da Guarda, a atuação dos agentes será ampliada para todas as regiões de atuação da corporação, com foco no patrulhamento preventivo e comunitário.

O secretário municipal de Ordem Pública, coronel Gilson Chagas, ressaltou que apesar de segurança pública ser uma atribuição constitucional do governo do Estado, o município vem desenvolvendo diversas ações em parceria com o Estado, que têm como objetivo ajudar na redução dos índices de criminalidade e combate à violência.

“Estes guardas que estão se formando hoje, estão entrando para a história da cidade. Hoje, a atuação da nossa guarda já faz a diferença no trabalho realizado em parceria com as polícias Militar e Civil. E diante desta crise da segurança enfrentada pelo Estado, termos esta capacitação é fundamental. Investir na qualificação dos nossos profissionais, assim como o aumento do efetivo, que passou de 300 para 600 homens nos últimos anos, com a meta de alcançar mil guardas, são medidas que mostram a nossa responsabilidade e compromisso em ter uma cidade mais segura e profissionais muito bem preparados para proteger os cidadãos”, afirmou Chagas.

Atuando na guarda municipal há 15 anos, Sirléa Garcia Antônio, 51 anos, foi a única mulher na turma formada por 31 agentes. Na cerimônia de formatura, Sirléa não escondia o orgulho desta nova etapa na sua carreira.

“O concurso para participarmos deste curso foi bastante rigoroso. Como estou na corporação há muitos anos, sempre ouvi falar da possibilidade de armamento da guarda e tinha muito interesse nesta qualificação. Estamos vivendo um novo momento, com a implantação de uma nova Guarda. Esta experiência está sendo como um divisor de águas na minha carreira. Além disso, perceber tanto respeito, carinho e cuidado dos colegas durante o treinamento só reforçou a minha ideia de que estamos no caminho certo para uma sociedade cada vez melhor”, disse Sirléa.

Colega de turma de Sirléa, Carlos Eduardo Ferreira de Souza, de 38 anos, foi o primeiro colocado no resultado final do curso, com pontuação de 9,70. Há dois anos atuando na Coordenadoria de Ações Táticas (CAT) da Guarda, Carlos fez questão de destacar a importância deste treinamento para a sua trajetória na corporação.

“Tivemos aulas práticas e teóricas com profissionais de excelência e me esforcei muito durante o curso. A cada aula, a cada palestra, percebia que estava tendo uma oportunidade única que só trará benefícios. A população vem pedindo por mais segurança e estarmos bem preparados para esta possibilidade de atuação é fundamental. As aulas de Direito também foram muito importantes para esta formação neste momento”, contou Carlos.

 

Formação – O curso de qualificação para uso de armamento teve início após concurso interno de exame intelectual e psicológico oferecido a todos os guardas civis municipais de Niterói. A matriz curricular do curso foi baseada na matriz nacional para formação de guardas municipais, da Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça, de acordo com o Estatuto do Desarmamento e da lei federal que instituiu o Estatuto Geral das Guardas Municipais.

Em Niterói, entretanto, a Prefeitura optou por aumentar a carga horária, das 60 horas recomendadas pela matriz curricular, para 374 horas-aulas divididas em quatro módulos. Durante o curso, os agentes tiveram aulas sobre o emprego tático de armamentos letais, segurança no emprego do armamento, regras de segurança na prática de tiro; prática em simulador virtual de tiro 180° para tomada de decisão, prática de tiro com pistola, abordagem de veículos e edificações, palestras sobre direito penal, com foco no limite de atuação e poder de polícia, além de treinamento de capacitação sobre comunicação não violenta, sobre práticas do uso comedido da força nas práticas policiais cotidianas, entre outros temas.

 

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