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Sementes começam a ser coletadas para reflorestamento em Niterói PDF Imprimir E-mail

Sementes

15/04/2019 – Em menos de seis meses, locais de Niterói como manguezais, áreas de restinga e de florestas que, ao longo de anos foram deixando de ter vegetação nativa da Mata Atlântica, começarão a ter sua flora recomposta. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade (Smarhs) iniciou a coleta de sementes de espécies como aroeira, palmeira baixa, sófora, pitanga e ipomea que serão germinadas no viveiro da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin). Quando as mudas crescerem, serão plantadas através de mutirões ecológicos. Serão 203,1 hectares reflorestados – o equivalente a 10 campos de futebol – a maior área recuperada da história do município.

 

O plantio e a coleta fazem parte do projeto de restauração ecológica da Mata Atlântica. Niterói é o primeiro e único município brasileiro, até o momento, a conseguir uma verba do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a fundo perdido (não reembolsável) para aplicação em recuperação do meio ambiente. O investimento será de R$ 3 milhões.

“Apresentamos o projeto e nos habilitamos para receber o investimento do BNDES. Niterói concorreu com mais 12 municípios do país e foi a única a ser comtemplada. Desde 2013, a Prefeitura vem apresentando projetos e mostrando que a cidade tem qualificações e foco na sustentabilidade. Existem espécies que foram devastadas há anos na cidade e que precisam ser recompostas pelo bem do equilíbrio ecológico e para manutenção do ecossistema”, explica o subsecretário de Sustentabilidade, Gabriel Mello Cunha.

Serão contempladas quatro ilhas: Pai, Mãe e Filha, na enseada de Itaipu, e Ilha do Veado, em Piratininga, que receberão um lançamento de mix de sementes e plantação de mudas de diversas espécies nativas. Também serão recuperados 65 hectares de manguezal. As praias de Itacoatiara, Piratininga, Camboinhas e Itaipu e o entorno da Lagoa de Itaipu receberão mudas nativas.

O Morro da Viração em Charitas terá 86 hectares de mata reflorestada, com a reintrodução da palmeira Juçara. Os frutos da Juçara servem de alimento para mais de 70 espécies de animais, entre aves, mamíferos e lagartos.


Coleta de sementes – Uma equipe de engenheiros florestais do Departamento d de Áreas Verdes da Secretaria de Meio Ambiente estão coletando as sementes de espécies nativas e encaminhando para o Viveiro da Clin, no morro da Boa Vista, em São Lourenço.

Em alguns locais, os técnicos estão catalogando as espécies invasoras que são nocivas para a recomposição do ecossistema e podem até entrar em conflito com a fauna local.

“A retirada dessas espécies invasoras é necessária para a reconstrução dos ecossistemas, pois cada vegetação cumpre um papel e serve de alimento para os animais que habitam essas regiões. Todo esse processo é importante para recomposição e para futuras gerações”, explica o engenheiro florestal, Bruno Silva, responsável pelo manejo das sementes.


Capacitação – Nos próximos dias, a Secretaria de Meio Ambiente iniciará, em parceria com associações de moradores e de pesca, uma seleção para a capacitação de moradores e pescadores para fazerem o plantio. Todos vão receber uma bolsa diária de R$ 50.

 

PMUS


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