Prefeitura celebra Dia Internacional da Mulher com show de IZA

A potência feminina deu o tom do Dia Internacional da Mulher em Niterói. No domingo (8), cerca de 15 mil pessoas vibraram no Caminho Niemeyer, no Centro, com o show da cantora IZA, considerada uma das principais vozes do feminismo no Brasil contemporâneo. O evento, promovido pela Prefeitura de Niterói, por meio do Escritório de Políticas Transversais de Direitos e Cuidados e da Secretaria da Mulher, com apoio da Secretaria das Culturas, teve entrada franca, com arrecadação de mais de uma tonelada de alimentos não perecíveis.

Além de homenagear as mulheres, a apresentação celebrou um marco significativo: em março, Niterói completou 13 meses sem registros de casos de feminicídio, um contraste em um país no qual quatro mulheres são mortas por dia. No palco, IZA sacudiu o público com sucessos como “Fé”, “Mega da virada”, “Meu talismã” e “Brisa”, mas também falou desse resultado e deu um recado para os homens da plateia.

“Niterói completa 13 meses sem nenhum feminicídio e isso é um marco absurdo no nosso país. Mas a manutenção disso, a nossa segurança, a nossa felicidade, não depende só da gente, depende de quem caminha do nosso lado. A gente não pode se sentir sozinha. Você tem que parar de passar pano para o seu amigo, para o seu chefe, parar de fingir que essas coisas não acontecem”, ressaltou a artista.

A vice-prefeita Isabel Swan, que está grávida de uma menina, enfatizou a importância de celebrar o Dia Internacional da Mulher.

“Oito de março é um dia que marca as nossas lutas, a pavimentação que nossas ancestrais fizeram para que a gente chegasse até aqui. Sabemos que é preciso caminhar para um mundo de igualdade, onde a equidade de gênero seja ensinada desde o berço. Niterói é uma cidade que respeita as mulheres e é referência, são 13 meses sem feminicídio”, disse ela.

Para Fernanda Neves, primeira-dama de Niterói e gestora do Escritório de Políticas Transversais de Direitos e Cuidados, é fundamental manter viva na memória a luta feminina que resultou na conquista de direitos como acesso à educação e ao voto.

“O Dia Internacional da Mulher não nasceu do nada, faz memória a centenas de mulheres que perderam suas vidas para que tivéssemos nossos direitos. Mas a mudança não cabe só ao governo. A construção dessa utopia de um mundo de paz, de harmonia, de direitos plenos é uma responsabilidade coletiva. O que a gente precisa é provocar reflexão e mudança de atitude. Que os homens assumam seu papel de transformação e não aceitem mais aquela fala machista do amigo, porque são essas falsas brincadeiras que, lá na frente, promovem a violência”, afirmou ela.

A secretária da Mulher de Niterói, Thaiana Ivia, destacou que o comprometimento em defesa das mulheres tem sido uma marca da atual gestão municipal.

“A gente segue na luta, mas também celebra. Temos um compromisso inabalável com a vida e a dignidade de cada mulher da nossa cidade. Elas encontrarão não apenas apoio jurídico, psicológico, social e financeiro, mas também a força e o entendimento de que, em Niterói, nenhuma mulher está sozinha”, garantiu ela.

Na plateia, as mulheres elogiaram a escolha de IZA como atração para celebrar o dia 8 de março e citaram a sensação de segurança trazida pelas políticas públicas de Niterói como um dos pontos positivos da cidade.

“O show foi incrível, a IZA é maravilhosa. A segurança funcionou, tinha muita família. Zero problemas”, contou Bruna Ferreira, moradora do Ingá.

Helaine Barreto veio de São Gonçalo para aproveitar a festa.

“Gosto bastante da IZA, não somente pelo ritmo musical, mas também pela mulher que ela é. E a mulher empoderada que representa, principalmente com relação à mulher preta”, observou.

Luciana Neves, moradora de Icaraí, levou o marido e os filhos para celebrarem com ela o Dia Internacional da Mulher.

“Acordei me sentindo especial, me empoderei no meu dia e vim ao show. É importante passar para os meus filhos como se deve respeitar uma mulher e ter um esposo me acompanhando e me respeitando”, ressaltou.

A baiana Laiane Santos Nonato mora em Niterói há quatro anos e não estava preocupada com a volta para casa.

“O sentimento de segurança aqui é maior. Eu não tenho medo de chegar em casa de madrugada. Nunca aconteceu nada”, explicou ela.

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