Niterói prepara a recuperação do Monumento de Nossa Senhora Auxiliadora: um símbolo de fé, história e memória

Há lugares que guardam mais do que histórias. Guardam lembranças, atravessam gerações e se incorporam à identidade de uma cidade, mesmo quando o tempo transforma a paisagem ao redor. Em Santa Rosa, o Monumento de Nossa Senhora Auxiliadora é um desses símbolos. Inaugurado em 1900 pelos padres salesianos, o monumento atravessou mais de um século como referência religiosa, histórica e afetiva de Niterói. A cidade vive a perspectiva da requalificação da estátua que busca devolver à população um patrimônio com potencial para se tornar um importante destino de visitação cultural e turística.

Para o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, a recuperação do monumento representa uma oportunidade de unir preservação histórica, valorização cultural e desenvolvimento turístico.

“Uma cidade que preserva sua história fortalece sua identidade e cuida da memória das gerações que ajudaram a construí-la. O Monumento de Nossa Senhora Auxiliadora é parte importante da trajetória de Niterói e tem um significado que atravessa o tempo. Queremos contribuir para que esse patrimônio seja preservado e volte a ser vivido pela população, como um espaço de fé, contemplação e cultura. Valorizar lugares como esse é também ampliar as possibilidades do turismo, reconhecer a riqueza da nossa história e criar novas oportunidades para a cidade”, enfatizou o prefeito Rodrigo Neves.

A importância do monumento ultrapassa os limites da religiosidade. Ele integra a memória urbana de Niterói e ajuda a contar a história de uma cidade cuja identidade também se construiu em torno de seus templos e tradições. Em junho de 2025, a Lei Municipal nº 4.023 declarou o Monumento de Nossa Senhora Auxiliadora oficialmente como Patrimônio Cultural e Imaterial do município. A medida reforçou o interesse público na preservação e na valorização de um bem que faz parte da história local há mais de 120 anos.

A Prefeitura de Niterói concluiu o estudo de restauro e requalificação do monumento e de seu entorno. A iniciativa busca preservar as características e o significado desse marco da cidade, ao mesmo tempo que projeta novas possibilidades de convivência, contemplação e visitação. O trabalho vem sendo articulado pelo município em diálogo com o Colégio Salesiano, com participação da Administração Regional de Icaraí, para viabilizar as próximas etapas e permitir a reabertura do espaço ao público, respeitando sua dimensão religiosa e histórica.

“Preservar um monumento é manter abertas as possibilidades de conhecer o passado, compreender as tradições que moldaram uma comunidade e criar novas formas de relação com os espaços urbanos. A proposta é olhar para o patrimônio histórico não como uma lembrança parada no tempo, mas como parte viva da cidade. O monumento de Nossa Senhora Auxiliadora é o grande símbolo do bairro de Santa Rosa e sua restauração vai renovar sua relação com a população, ampliando as oportunidades de visitação e valorizando um patrimônio que pertence à memória cultural e religiosa da cidade.”, destacou o secretário Executivo, Felipe Peixoto.

A proposta de requalificação prevê a implantação de um pórtico de entrada, a recuperação do acesso de veículos pela rua posterior com pavimentação e iluminação e a criação de estacionamento. A proposta inclui ainda um centro de memória, painéis com fotografias históricas, cafeteria, mirante, binóculos para observação da paisagem e uma loja de artigos religiosos católicos.

Curiosidade – O centro de memória deve aproximar os visitantes da trajetória do monumento e de sua relação com o Colégio Salesiano e a cidade. O mirante vai oferecer uma nova oportunidade de contemplação da paisagem. Segundo histórias populares, o Cristo Redentor foi posicionado virado para a Baía de Guanabara de frente para Niterói como um sinal de respeito, devoção e um “pedido de bênção” à Virgem Maria, na imagem da estátua de Nossa Senhora Auxiliadora, que seria sua “mãe”. A perspectiva visual que mostra a linha entre os dois monumentos através da água fez a lenda ganhar ainda mais forças.

A recuperação da estátua também carrega uma dimensão econômica. Ao integrar o monumento a um roteiro de visitação, Niterói poderá ampliar as possibilidades do turismo religioso e cultural, atrair visitantes e estimular atividades ligadas ao comércio e aos serviços, além de abrir novas oportunidades de trabalho e renda no entorno.

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