Niterói sedia Congresso Brasileiro de Energia Solar e destaca investimentos em ciência, inovação e sustentabilidade

Niterói está sediando o XI Congresso Brasileiro de Energia Solar (CBENS 2026), um dos principais encontros técnico-científicos do país dedicados às tecnologias de conversão de energia solar e às fontes renováveis. Realizado até o dia 30 de outubro, no Distrito de Inovação da Cantareira, o evento reforça o papel do município como ambiente de incentivo à ciência, à tecnologia e ao desenvolvimento de soluções inovadoras para os desafios da transição energética.

Representando o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, na cerimônia de abertura, a vice-prefeita e secretária de Resiliência e Clima, Isabel Swan, destacou a importância de aproximar o conhecimento científico das políticas públicas e das iniciativas do setor produtivo.

“Niterói é um terreno fértil. O Distrito de Inovação da Cantareira veio para ser um ponto de confluência da academia, da universidade e de investimentos em pesquisas com apoio da iniciativa privada. Nós temos um planejamento, que é o ‘Niterói Que Queremos 2050’, de uma cidade que pensa a longo prazo e quer entregar a longo prazo. Quando a gente fala de energia solar, a gente está falando de mudança de matriz energética, de menos emissão de carbono. A gente quer realmente que Niterói se torne essa ponta de lança para o Brasil”, afirmou Isabel Swan.

A escolha de Niterói para sediar a primeira edição do congresso no Estado do Rio de Janeiro está alinhada à estratégia municipal de fortalecimento da ciência, da tecnologia e da inovação como instrumentos de desenvolvimento. O Distrito de Inovação da Cantareira simboliza essa proposta ao favorecer a aproximação entre a produção acadêmica, a pesquisa científica, o empreendedorismo e a iniciativa privada.

A realização do CBENS também dialoga com o planejamento estratégico que estabelece uma visão de longo prazo para o desenvolvimento da cidade. Na área ambiental, o município desenvolve iniciativas voltadas à sustentabilidade, à redução das emissões de gases de efeito estufa e ao fortalecimento da resiliência climática, com a transição energética como parte desse processo.

Coordenador-geral do CBENS 2026 e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Gilberto Figueiredo Pinto Filho ressaltou a importância da articulação institucional para viabilizar o encontro e promover a integração entre ensino, pesquisa e ciência.

“O CBENS é esse momento de integração, essa oportunidade. É um orgulho muito grande receber vocês aqui em Niterói”, destacou Gilberto, ao agradecer à Associação Brasileira de Energia Solar (ABENS), à UFF e à Prefeitura pelo apoio à realização do congresso.

Presidente da ABENS e professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Marília Braga também enfatizou a responsabilidade da comunidade científica diante dos desafios da expansão das fontes renováveis.

“Como comunidade científica e tecnológica, precisamos não apenas desenvolver soluções, mas também contribuir para que a transição energética aconteça de forma justa, inclusiva e sustentável”, afirmou.

A mesa de abertura contou ainda com a participação do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro e professor da UFF, Antônio Cláudio Lucas da Nóbrega; do secretário municipal de Inovação, Ciência e Tecnologia, Rodrigo Ramalho; do diretor da Escola de Engenharia da UFF, Bruno Campos Pedrosa; e do diretor de Benefícios da Mútua – Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA, Elvanie Nicoletti.

Parque Solar do Morro da Boa Vista reforça compromisso com a transição energética

Além de fomentar a pesquisa e a inovação, Niterói vem transformando o compromisso com a transição energética em ações concretas. Inaugurado em julho de 2026, o Parque Solar do Morro da Boa Vista, em São Lourenço, integra a política municipal de geração de energia renovável e é a primeira usina solar municipal instalada em uma comunidade no país, segundo a Prefeitura.

Com investimento de R$ 7,7 milhões, o empreendimento ocupa uma área de aproximadamente 36 mil metros quadrados e tem capacidade prevista de geração de cerca de 150 mil quilowatts-hora (kWh) por mês, destinados ao abastecimento de equipamentos públicos municipais. A iniciativa contribui para reduzir os gastos com energia elétrica e as emissões de gases de efeito estufa, além de reunir medidas de proteção ambiental e prevenção de riscos.

O projeto inclui recuperação da área, sistemas de drenagem, captação e armazenamento de água da chuva, com capacidade para aproximadamente 30 mil litros. A água pode ser utilizada na limpeza dos painéis solares e como apoio em eventuais ações de combate a incêndios. As intervenções também contribuem para a proteção da encosta, a prevenção da erosão e o fortalecimento da resiliência climática.

“Niterói é uma cidade que pensa na energia solar e não só pensa, como entrega, nos equipamentos da cidade. A gente mostra que a política pública e a gestão pública precisam ser feitas a partir de uma visão de longo prazo, para fomentar projetos estruturantes. Queremos uma Niterói mais resiliente, com uma matriz energética diferenciada e uma cidade preparada para o futuro”, ressaltou a vice-prefeita Isabel Swan.

A energia solar também está presente no próprio Distrito de Inovação da Cantareira e integra uma agenda mais ampla de iniciativas municipais voltadas à sustentabilidade. Entre elas estão ações de adaptação climática, soluções baseadas na natureza e projetos que buscam conciliar desenvolvimento urbano, proteção ambiental e melhoria da qualidade de vida da população.

Foto: Cláudio Fernandes 

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