Bloco Loucos pela Vida desfila sua alegria em São Domingos

Quem passou pela Praça Leoni Ramos na Cantareira, em direção à Praça Duque de Caxias, em São Domingos, na terça-feira (25), pôde entrar no ritmo do bloco carnavalesco antimanicomial Loucos pela Vida. A iniciativa da rede de saúde mental de Niterói, que desfila pelas ruas da cidade há mais de duas décadas, reuniu centenas de pessoas entre usuários e colaboradores da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) da Secretaria Municipal de Saúde de Niterói.

“O bloco Loucos pela Vida se mostra, ao longo dos anos, um importante instrumento de promoção da saúde mental e da inclusão social em Niterói, através do Carnaval”, afirmou a secretária de Saúde de Niterói, Ilza Fellows.

Esse ano, o enredo foi “Cata Lata, Cata Sonhos – O Ambiente Vem Gritar: No Esquenta e Esfria, Nosso Bloco Vai Passar”. A ideia era justamente conscientizar a população sobre a necessidade da reciclagem de materiais, do combate ao racismo ambiental e alertar sobre os perigos da mudança climática por ação direta da sociedade na natureza.

A coordenadora Centro de Convivência e Cultura Dona Ivone Lara (CECO) e incentivadora do bloco Loucos pela Vida, Viviane Costa, fala sobre como essa iniciativa é uma importante ferramenta de saúde e socialização.

“A arte e o lazer, representados aqui através do carnaval, demonstram uma ampliação da compreensão de saúde e o Bloco Loucos pela Vida é um exemplo disso ao produzir a alegria, o conviver, a solidariedade e reafirmar a potência da diferença no social. No dia de hoje, levamos para as ruas de Niterói uma mensagem sobre a potência ancestral do viver em comunidade, pautando uma sociedade mais justa e solidária”, explica

Sérgio Bezz, diretor do Hospital Psiquiátrico de Jurujuba (HPJ), também estava presente no cortejo e enalteceu o trabalho feito pelo grupo.

“O Bloco Loucos Pela Vida já é um patrimônio da cidade e faz parte do calendário do carnaval em Niterói. Desde seu nascimento, colocou o bloco da loucura na rua em uma resposta contundente à separação entre o considerado normal e loucura, entre o preconceito e o respeito à diferença. A presença no bloco dos pacientes, profissionais e população em geral é uma celebração da inclusão, da cidadania, e do direito à cidade dos pacientes/foliões. E viva os Loucos pela Vida”, celebrou.

Sobre o Loucos pela Vida

Atualmente, o bloco Loucos pela Vida é um coletivo de músicos com autonomia que conta com o apoio da RAPS. Esse é um desdobramento das práticas e políticas para afirmação do direito à liberdade, cidadania e ao cuidado daqueles em sofrimento psíquico. Os ritmistas ensaiam no CECO, localizado no bairro de São Lourenço.

Ele conta também com apoios e parceiros como: Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, Fundação Estatal de Saúde de Niterói (FeSaúde), Secretaria Municipal de Saúde de Niterói, Centro de Convivência e Cultura Dona Ivone Lara (CECO), Neltur, MACquinho Cultural, Bateria Leões da UFF, Projeto Bem Viver em Comunidade e Favela Verde.

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