
CT Niterói Joga em Rede sedia finais da Liga Evolución Sub-12 de futsal feminino e Brasil termina como vice-campeão
O Centro de Treinamento Niterói Joga em Rede, equipamento da Prefeitura de Niterói, foi palco da fase de grupos e das finais da Conmebol Liga Evolución Sub-12 de Futsal Feminino. A competição foi encerrada com a disputa decisiva e a premiação das atletas. O título ficou com o Olímpia, do Uruguai, enquanto a seleção brasileira conquistou o segundo lugar.
A disputa internacional teve início no dia 21 de março, e reuniu equipes de toda a América do Sul, incluindo o Brasil, em uma iniciativa voltada à formação e ao desenvolvimento do futsal feminino desde a base. Ao todo, participaram 10 equipes representantes de países como Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Chile, Peru, Colômbia, Equador e Venezuela. Os jogos foram marcados por equilíbrio, intensidade e muita troca de experiências entre as atletas.
As partidas contaram com a presença dos estudantes-atletas do Centro de Treinamento Niterói Joga em Rede, e de alunos da Rede Municipal de Educação de Niterói, que puderam acompanhar de perto o nível da competição. Além de assistir aos jogos, os jovens também tiveram a oportunidade de interagir com atletas de diferentes países, trocando experiências, vivências culturais e fortalecendo o espírito esportivo que marca a competição.
“O encerramento de uma competição como a Liga Evolución, aqui em Niterói, reforça o papel da educação integrada ao esporte na formação das nossas crianças e jovens. Ver nossas estudantes acompanhando de perto uma experiência internacional, convivendo com outras culturas e se inspirando nessas atletas é algo muito significativo. Seguimos investindo em iniciativas que também ampliem oportunidades e fortaleçam o protagonismo das meninas no esporte”, destacou o secretário municipal de Educação, Bira Marques.
Mais do que a competição, o torneio prioriza o desenvolvimento integral das jogadoras, incentivando a participação feminina no esporte e promovendo valores como respeito, inclusão e fair play. Entre os destaques está o “Terceiro Tempo”, atividade voltada à convivência, ao diálogo e à troca de experiências entre as atletas, que acontece sempre com os times após as partidas.
A estudante Nicole Simões, de 14 anos, faz parte do time de Futsal Feminino do CT Niterói Joga em Rede, e contou um pouco da experiência de poder assistir ao campeonato. “Foi muito legal, elas jogam muito e também foram super educadas com a gente. Uma coisa eu vou levar para a vida, que se eu continuar persistindo nos meus sonhos, um dia pode ser eu jogando onde elas jogam”, disse Nicole.
Já a estudante-atleta Bianca Freitas, de 14 anos, que também integra o time de futsal do CT Niterói Joga em Rede, destacou a experiência de troca com as jogadoras internacionais. “Foi muito bom conversar com elas. É incrível ver atletas de outros países jogando no mesmo lugar onde a gente treina quase todos os dias”, destacou Bianca.
Atletas de outras modalidades esportivas do CT também acompanharam as partidas. O estudante-atleta do vôlei Marcelo Samuel também destacou a experiência vivida durante a competição. “É uma alegria muito grande ver pessoas de diferentes países participando e torcendo por seus times. É algo que eu nunca imaginei presenciar”, afirmou Marcelo.
Niterói Joga em Rede – O Centro de Treinamento Niterói Joga em Rede é um equipamento público administrado pela Secretaria Municipal de Educação, voltado à formação de estudantes da rede municipal por meio do esporte.
O espaço conta com estrutura de alto padrão, incluindo quadra poliesportiva oficial, arquibancada para cerca de duas mil pessoas, arena multiuso e academia de alto rendimento. No local, os estudantes-atletas têm acesso a treinos de alta performance e acompanhamento com equipe multidisciplinar, incluindo preparadores físicos, nutricionistas, fisioterapia e apoio psicológico, reforçando o compromisso com a formação integral.
O espaço faz parte do programa Niterói Joga em Rede, uma política pública que articula esporte e educação em toda a rede municipal. A iniciativa começa nas aulas de educação física nas escolas, onde são identificados os talentos que podem ser encaminhados ao Centro de Treinamento para um desenvolvimento esportivo mais avançado.
Foto: Leonardo Fonseca




