Mais tempo para viver e estudar: mulheres são 61% dos beneficiários do Aluguel Universitário em Niterói

No mês das mulheres, enquanto o mundo reflete sobre a luta por igualdade e direitos, Niterói celebra um número que faz a diferença na vida de centenas de jovens: 61% dos beneficiários do programa Aluguel Universitário são mulheres. São 769 mulheres que, graças ao auxílio, conseguem trocar longas horas no transporte público por mais tempo de estudo, descanso e convivência acadêmica.

Uma dessas histórias é a de Ana Carolina Costa, 22 anos. Estudante de Psicologia da Unilasalle, ela mora atualmente na Rua Barão do Amazonas, no Centro, com o namorado. Uma realidade que só foi possível graças ao benefício. Antes de ser contemplada, Ana Carolina enfrentava uma verdadeira maratona diária. Moradora de Santa Isabel, em São Gonçalo, ela levava quase duas horas no trajeto de ida e volta para a faculdade.

“Me sentia mal por não conseguir estudar o quanto gostaria por falta de tempo”, desabafa a estudante. “Depois que comecei a receber o auxílio, a minha realidade mudou. Moro mais perto da faculdade e do trabalho, tenho mais tempo, mais disposição e consigo me dedicar muito mais aos estudos. Hoje consigo viver a faculdade de verdade”, conta.

Para o prefeito de Niterói, os números do programa reforçam o compromisso da gestão com a equidade e a educação.

“O Aluguel Universitário é uma das políticas públicas mais bonitas e necessárias que implementamos. Olhar para esses 61% nos enche de orgulho e responsabilidade. Estamos garantindo que as jovens de Niterói, especialmente as negras e de baixa renda, possam não apenas ingressar, mas permanecer na universidade com dignidade. É um investimento no futuro delas e no futuro da nossa cidade. Enquanto prefeito, reafirmo nosso compromisso de ampliar e fortalecer programas que promovam a igualdade de oportunidades”, afirma Rodrigo Neves.

Outra beneficiária do programa é Maria Lima, de 19 anos, que cursa o 2º período de Direito na UFF. Ela conta que o Aluguel Universitário mudou completamente sua rotina. Ela morava em Maricá e precisava sair de casa por volta de 15h para conseguir chegar a tempo para assistir as aulas do turno da noite. Quando chegava à faculdade, já estava cansada pelo tempo gasto no trajeto, o que impactava seu rendimento.

“Hoje não tenho mais essa preocupação. Me sinto mais concentrada, com uma qualidade de vida muito melhor. Moro em uma república, no Centro, com outros jovens que participam do programa. Voltamos da aula juntos, compartilhamos a rotina, nos apoiamos, e isso traz uma sensação muito boa de acolhimento e segurança”, analisa Maria Lima.

O programa já soma 1.203 beneficiários ativos, distribuídos entre o primeiro e o segundo editais. Os números confirmam que o Aluguel Universitário se mostrou uma política de permanência que atinge, majoritariamente, quem mais precisa.

Os dados consolidados das duas edições mostram a diversidade e os desafios enfrentados por essa juventude: a maioria dos beneficiários é negra. Somados, pardos (456) e pretos (320) representam 64% do total. Brancos são 422 (35%), amarelos somam 4 e há 1 indígena na segunda edição.

 Mais da metade dos estudantes (51%) declarou receber até meio salário mínimo. São 615 jovens que vivem com menos de R$ 759,00 por mês. Outros 23% (276) recebem entre meio e um salário.

As mulheres são o grupo predominante (769), seguidas por 407 homens. O programa também acolhe a diversidade, com 15 homens trans, 8 mulheres trans, 29 pessoas não-binárias e 12 que preferiram não declarar.

Foto: Lucas Benevides

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