Niterói é o segundo município do país a realizar simulado da OPAS para respostas a eventos climáticos extremos

Niterói foi o segundo município brasileiro a realizar o simulado da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) voltado à preparação e respostas a eventos climáticos extremos. A atividade, realizada anteriormente apenas em Boa Vista, capital de Roraima, aconteceu com participação da Secretaria Municipal de Saúde, do Ministério da Saúde e da OPAS, no auditório do Hospital Municipal Carlos Tortelly, em Niterói.

O exercício teve como objetivo testar e aprimorar as ações previstas no Plano de Enfrentamento ao El Niño do município, com foco na capacidade de resposta da rede de saúde, na identificação oportuna de riscos e na integração entre diferentes setores da gestão pública.

A vice-prefeita de Niterói, Isabel Swan, destacou os esforços da Prefeitura no enfrentamento aos diversos eventos climáticos que podem afetar a cidade.

“Estamos trabalhando de forma integrada, com a participação de diversas secretarias, para preparar Niterói para os desafios impostos pelas mudanças climáticas. A cidade já tem uma trajetória importante de investimentos em prevenção, como as obras de contenção de encostas, o monitoramento de áreas de risco e a preservação ambiental. Agora, estamos avançando na organização dos protocolos de resposta para que o município esteja cada vez mais preparado para enfrentar eventos extremos, como chuvas intensas, ondas de calor, estiagens e ressacas”, ressaltou a vice-prefeita.

Para a secretária municipal de Saúde, Ilza Fellows, a iniciativa fortalece a preparação da cidade para situações de emergência.

“Receber esse simulado da OPAS coloca Niterói entre os primeiros municípios do país a participar dessa iniciativa de preparação para eventos climáticos extremos. É uma oportunidade de avaliar nossos fluxos, aprimorar estratégias e fortalecer a integração entre os setores, garantindo uma resposta organizada e a continuidade do cuidado à população”, destacou a secretária.

Ao longo da programação, os participantes trabalharam com cinco cenários hipotéticos de risco progressivo. A dinâmica permitiu discutir decisões, avaliar a mobilização de equipes e recursos e identificar melhorias nos procedimentos de atuação, com atenção especial às populações mais vulneráveis.

A atividade contou com trabalhos em grupo, avaliação dos cenários e apresentação das observações dos avaliadores. Por ser um simulado de mesa, as situações foram discutidas em ambiente de planejamento.

Ao final, foi elaborado um relatório com recomendações para fortalecer a governança e aperfeiçoar as estratégias municipais de enfrentamento aos impactos do El Niño.

Foto: Lucas Benevides

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