Ação integrada interdita clínica de estética em Icaraí 

A Prefeitura de Niterói executou, nesta quarta-feira (28), a quarta etapa da Operação Pharmakon, que tem como foco clínicas de estética clandestinas, que funcionam sem licença ou que utilizam materiais vencidos. Na ação coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) e realizada em conjunto com Vigilância Sanitária Municipal e policiais da 77ª DP (Icaraí), o alvo foi um estabelecimento comercial em Icaraí que operava sem a autorização adequada. As ações integradas também vêm acontecendo após denúncias e buscam coibir práticas que colocam em risco a saúde da população.

Desde novembro, o serviço de inteligência do GGIM vem mapeando o serviço estético clandestino. A clínica operava mudando regularmente os locais de atendimento, visando ludibriar a fiscalização sanitária. Na operação, contatou-se que o estabelecimento era clandestino, sem alvará de localização, sem licença sanitária e sem responsável técnico habilitado.

No local, a força-tarefa encontrou indícios de violação sanitária como caixa de descarte transbordando de agulhas, frascos e seringas; frascos e toxina botulínica; ácido hialurônico; e anestésico local. Este material não tinha procedência ou nota fiscal.

De acordo com as equipes, a atendente escondeu todos os produtos biomédicos numa mala e numa sacola na tentativa de fugir da fiscalização.

A responsável pela clínica de estética foi conduzida para a 77ª DP (Icaraí). Diversos materiais foram apreendidos pela Vigilância Sanitária e apresentados para análise pericial pela Polícia Civil. O estabelecimento também funcionava sem o alvará da Secretaria Municipal de Fazenda para serviços estéticos e sem a licença sanitária devida. No local, também foi constatado descarte irregular de material bioquímico.

A inteligência do GGIM apurou que a clínica tem sua rede de atendimento no Rio de Janeiro, e agendava atendimentos clandestinos em Niterói através de sublocação temporária de espaço em salas comerciais com outros fins comerciais.

O secretário do GGIM, Felipe Ordacgy, afirmou que a Pharmakon faz parte da nova linha de operações integradas com as forças de segurança voltadas à área de saúde pública.

“Estamos fortalecendo a integração com as forças de segurança e os órgãos de fiscalização municipal para proteger a população e coibir práticas clandestinas que colocam a saúde das pessoas em risco. A população procura estes estabelecimentos almejando rejuvenescimento e beleza, mas na verdade são expostos a diversos riscos contra a saúde”, afirmou Felipe Ordacgy.

Segundo o chefe de investigação da 77ª DP, Leonardo Mendes, o trabalho integrado entre os órgãos reforça o compromisso com a segurança da população. 

“Esses locais funcionam à margem da lei e colocam em risco a saúde e a vida de pessoas que buscam tratamento. A integração entre o GGIM, a Vigilância Sanitária e a Polícia Civil é essencial para identificar, interditar e responsabilizar os envolvidos. A Polícia Civil segue atuante em defesa de quem precisar”, destacou Leonardo Mendes.

A Operação ganhou o nome Pharmakon por ter origem na língua grega e carrega um duplo significado: “remédio” e “veneno”. O termo expressa a ambiguidade da medicina, que pode ser usada para curar ou causar dano, simbolizando o risco e o perigo representados por profissionais não habilitados e clínicas clandestinas, que oferecem tratamentos irregulares sob aparência de legalidade, e se eximem da fiscalização municipal sanitária.

Foto: Claudio Fernandes

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